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O projeto OnThermalHP teve como objectivo o estudo de revestimentos delgado de elevado desempenho, para aplicação sobre argamassas térmicas e soluções de isolamento térmico pelo exterior, que minimizem o risco de desenvolvimento precoce de patologias.
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MOTIVAÇÃO

Um consórcio constituído por duas empresas (Argacol e Secil) e um Centro de Interface de I&D (Itecons) investigou as causas fundamentais destes fenómenos e desenvolveu novas fórmulas com o objectivo de proporcionar um novo segmento de revestimentos de rebocos com propriedades melhoradas.

ENQUADRAMENTO

Um Sistema Composto de Isolamento Térmico Externo (ETICS) é uma tecnologia de construção comumente usada para isolar paredes de edifícios. Esta solução tem sido cada vez mais utilizada nas últimas décadas, à medida que se envidam esforços para melhorar a eficiência energética do parque imobiliário europeu com vista a alcançar os objetivos de Quase Zero Energia de Edifícios (NZEB). No entanto, os ETICS estão frequentemente associados à ocorrência precoce de anomalias no sistema de reboco, nomeadamente: fissuras, bolhas, sujidade e crescimento biológico.

Esses defeitos geralmente estão relacionados à exposição aos agentes atmosféricos e ao comportamento térmico dos diferentes componentes do ETICS em condições ambientais. Pesquisas adicionais e monitoramento no local de paredes ETICS sob diferentes condições de exposição são relevantes para alcançar um melhor entendimento deste tipo de soluções.

Em particular, o objetivo do presente estudo é investigar o risco de ocorrência de condensação superficial em soluções ETICS por meio da análise das temperaturas monitoradas em paredes ETICS construídas com diversos produtos de isolamento térmico, nomeadamente: poliestireno expandido, aglomerado de cortiça expandida, lã mineral e um argamassa de isolamento térmico.


A influência da mudança da cor da camada de acabamento (preto ou branco) e da orientação das paredes (norte ou sul) também foi investigada. Para o efeito, foram monitorizadas durante mais de 24 meses duas paredes independentes ETICS localizadas num clima mediterrâneo (Portugal).


A avaliação do risco de condensação foi realizada estimando a porcentagem de tempo durante o qual a temperatura da superfície está abaixo do ponto de orvalho. É o período em que pode ocorrer condensação superficial e, consequentemente, há risco de desenvolvimento de crescimento biológico na superfície do reboco.


Durante o período de monitoramento, as inspeções de termografia visual e infravermelho foram usadas para avaliar possíveis anomalias ETICS. Além disso, a precisão de um modelo numérico 2D para simular o comportamento térmico transiente do estudo de caso foi avaliada por meio da comparação com os resultados experimentais.

ESTRATÉGIA DE PESQUISA

Monitoramento de protótipos instalados em condições reais.
Replicação de fenómenos de envelhecimento em laboratório.
Identificação e seleção de tecnologias inovadoras.
Propensão para teste de condensação.
Teste de resistência ao crescimento de fungos.
Teste de resistência ao crescimento de microalgas.
Estudos de formulação.
Estudos de simulação numérica.
Validação em condições reais

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SOLICITAR

MONITORAMENTO de PROTÓTIPOS

(instalados em condições reais)

Com o intuito de avaliar a influência do tipo de isolamento/acabamento nos perfis de temperatura das soluções e consequente análise do risco de condensação superficial, o consórcio decidiu construir paredes de teste com vários isolamentos térmicos e duas cores de acabamento (branco e preto).


Foram construídas duas paredes com o objetivo de monitorizar o risco de condensação, um dos factores identificados como potenciadores de crescimento biológico, com cinco diferentes isolantes (EPS - poliestireno expandido, ICB - aglomerado negro de cortiça expandida, MW - lã mineral, ISODUR ONE - argamassa térmica e VIP - painéis de isolamento a vácuo). Além dos diferentes materiais isolantes, também a cor do acabamento (preto ou branco) e a orientação das paredes (norte ou sul) forma objeto de monitorização no centro do país durante mais de 24 meses.

MATERIAIS DE ISOLAMENTO

MW

λ=40 mW/(m.K)

EPS

λ=36 mW/(m.K)

ICB

λ=40 mW/(m.K)

TIM

λ=50 mW/(m.K)

VIP

λ=7.5 mW/(m.K)

MONITORAMENTO de TEMPERATURA

As paredes de teste foram instrumentadas com termopares que permitiram um registo contínuo (mais de 24 meses de monitorização) de temperaturas nas diferentes interfaces do sistema. 

O recurso à termografia por infravermelhos permitiu verificar as diferentes temperaturas superficiais de cada área em análise, bem como procurar identificar potenciais anomalias no revestimento.

Inspeção de termografia infravermelha.

Os registos de temperatura permitiram verificar amplitudes térmicas bastante distintas entra as paredes branca e preta, conforme era expectável.

Numa semana de sol, com temperatura ambiente máxima de 19, as fachadas orientadas a sul, com acabamento preto atingem cerca de 60ºC à superfície, contrastando com os 33ºC verificados na parede sul com acabamento branco.

Estas elevadas amplitudes contribuem para aumentar o risco de fissuração do acabamento.

(parede branca)

(parede preta)

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